
The Legend of Zelda: Ocarina of Time está voltando em uma versão completamente reconstruída para o Nintendo Switch 2. O clássico lançado originalmente para Nintendo 64 em 1998 chega em 5 de novembro de 2026, com gráficos refeitos, jogabilidade modernizada, câmera livre, salto manual, cenas dubladas, diálogos expandidos e música sinfônica orquestral.
Embora “Ocarina of Time Remake” seja uma forma natural de diferenciar esta versão do original, a Nintendo mantém oficialmente o nome The Legend of Zelda: Ocarina of Time.
Esta matéria reúne os recursos confirmados pela Nintendo, incluindo as novidades de 14 de outubro. O jogo ainda não havia sido lançado na data desta revisão, 19/10/2026.
Nesta matéria
Ocarina of Time realmente ganhou um remake?
Sim. O anúncio aconteceu no Nintendo Direct de junho de 2026. Na apresentação dos 40 anos de Zelda, em setembro, a Nintendo mostrou a jogabilidade e detalhou a reconstrução da aventura de 1998.
Trata-se de um remake, não de uma remasterização: gráficos, controles e apresentação foram refeitos, em vez de apenas aumentar a resolução. Também é uma produção diferente de Ocarina of Time 3D (2011), lançado para Nintendo 3DS.
Quando será lançado, para qual console e por quanto?
O remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time será lançado em 5 de novembro de 2026, exclusivamente para Nintendo Switch 2. Não há versão anunciada para o primeiro Nintendo Switch ou outras plataformas.
Na consulta de 19/10/2026, a comunicação da Nintendo brasileira e o acesso à reserva digital indicavam R$ 329,90. O valor está sujeito a alterações; não corresponde a uma cotação de edição física ou de colecionador. A novidade oficial de 14 de outubro direciona para reservar o jogo ou adicioná-lo à lista de desejos.
O que mudou nos gráficos?
Personagens, cenários, materiais e iluminação foram reconstruídos. A Nintendo também anuncia carregamentos mais rápidos, ações mais responsivas e maior fluidez, sem especificar resolução ou taxa de quadros por modo.

Como mudou a jogabilidade de Ocarina of Time?
As mudanças afetam a exploração e a forma de controlar Link, além da apresentação visual. Os detalhes oficiais de jogabilidade incluem:
- Salto manual e corrida: novos comandos permitem saltar obstáculos e percorrer distâncias mais rapidamente com o dash. No original de Nintendo 64, muitos saltos eram automáticos ao alcançar uma borda.
- Câmera livre: o analógico direito permite observar Hyrule de diferentes ângulos durante a exploração.
- Dia e noite: o tempo continua passando inclusive nas cidades; personagens e inimigos podem aparecer depois de anoitecer.
- Equipamentos e mira: armas e itens podem ser trocados rapidamente, e controles de movimento ajudam a mirar com estilingue, arco e outras ferramentas.

Masmorras, enigmas e Museu dos Mil Monstros
Templos e masmorras combinam combate, obstáculos ambientais e testes de lógica. Ocarina of Time é uma aventura de ação em que os quebra-cabeças participam da progressão, sem que isso o transforme em um Puzzle puro. O especial sobre a evolução dos jogos Puzzle explica essa diferença entre gênero e mecânica integrada à aventura.
A apresentação de 14 de outubro revelou o Museu dos Mil Monstros. Nele, é possível consultar informações sobre inimigos e disputar revanches cronometradas contra adversários poderosos. O comunicado não detalha recompensas nem uma lista completa de confrontos.
A ocarina também ganhou novos controles
As músicas continuam sendo parte central da aventura.
Além da maneira tradicional de tocar utilizando os botões, o remake permitirá cantarolar melodias próximas ao microfone do Nintendo Switch 2.
Quando uma música aprendida por Link for reconhecida, ele poderá reproduzi-la dentro do jogo utilizando sua ocarina.
A Nintendo afirma que o recurso também pode reconhecer notas tocadas em instrumentos reais.

O que é Threads of Time?
O remake adiciona um sistema chamado Threads of Time.
Ele permite acompanhar o progresso da história, consultar o próximo objetivo e visualizar uma tapeçaria que vai sendo preenchida conforme a jornada de Link avança.
A proposta é ajudar jogadores que passam algum tempo sem jogar e retornam sem lembrar exatamente onde estavam na aventura.
Threads of Time faz parte do próprio jogo e não deve ser confundido com o ZELDA NOTES, que funciona através do aplicativo da Nintendo para celulares e tablets.
O remake terá dublagem e novos diálogos?
Sim. A Nintendo confirma cenas dubladas e diálogos expandidos. O original utilizava sobretudo caixas de texto, sons e pequenas vocalizações.

A ficha brasileira lista português brasileiro, espanhol latino-americano, japonês, coreano, alemão, italiano, holandês, russo, polonês, chinês simplificado e tradicional, além das variantes americana e britânica do inglês, europeia do espanhol e canadense e europeia do francês.
Essa lista de idiomas compatíveis não identifica, separadamente, quais terão vozes. Por isso, a presença de português brasileiro na ficha não deve ser apresentada como confirmação de dublagem em PT-BR.
A base narrativa continua sendo a jornada de Link entre duas eras de Hyrule para impedir os planos de Ganondorf sobre a Triforça. Os diálogos mais extensos não significam reprodução palavra por palavra do roteiro de 1998; o alcance de eventuais cenas e histórias adicionais ainda não foi detalhado.
A trilha sonora foi refeita?
O remake terá uma trilha sonora renovada com música sinfônica orquestral.
Isso é especialmente importante em Ocarina of Time, onde a música faz parte não apenas da ambientação, mas também da própria progressão da aventura.
A Nintendo ainda não detalhou se todas as músicas do jogo original receberam novos arranjos ou como foi realizada a gravação completa da trilha.
O que é o ZELDA NOTES?
O ZELDA NOTES funciona dentro do Nintendo Switch App, em celulares e tablets compatíveis. É um serviço complementar, separado do Threads of Time do próprio jogo.

- Today’s Record: apresenta um registro cronológico das realizações do dia e estatísticas, como inimigos derrotados.
- Gossip Quest: usa uma imagem como pista para encontrar um local no jogo. Os pontos obtidos permitem conseguir partituras para Play Ocarina.
- Play Ocarina: oferece uma ocarina virtual na tela do celular ou tablet. Permite tocar livremente, seguir guias, ouvir reprodução automática e criar partituras compartilháveis por QR Code.
- Ocarina of Time Quiz: reúne mais de 2.000 perguntas, incluindo desafios com imagens. Pode ser feito uma vez por dia, com tentativas extras usando rupias obtidas no jogo.
A ocarina virtual do aplicativo não é o reconhecimento de melodias pelo microfone do console: são recursos diferentes. Para usar ZELDA NOTES, são necessários Conta Nintendo, conexão à internet e dispositivo compatível; não é exigida assinatura Nintendo Switch Online.
Como funcionarão os amiibo?
O remake será compatível com figuras amiibo da série The Legend of Zelda.
Amiibo existentes poderão conceder itens dentro do jogo.
Além disso, a Nintendo anunciou dois novos amiibo relacionados especificamente a Ocarina of Time:
Os dois estão previstos para 2027.

Ao utilizar essas figuras, será possível desbloquear máscaras especiais com estilo visual retrô para Link.
Como os novos amiibo chegam apenas em 2027, eles não estarão disponíveis no lançamento do remake.
Tamanho e outras informações técnicas
A ficha brasileira do jogo, consultada em 19/10/2026, informa 27 GB como tamanho estimado. É uma estimativa de armazenamento, sujeita a revisão, e não uma garantia do tamanho final com eventuais atualizações.
- Jogadores: um jogador em um único console.
- Modos: TV, semiportátil e portátil.
- Imagem: HDR e VRR em TVs compatíveis, conforme a ficha brasileira.
- Áudio: som surround em Linear PCM.
- Dados salvos: suporte a salvamento na nuvem com Nintendo Switch Online.
HDR e VRR não confirmam uma resolução ou taxa de quadros específica. Esses números e eventuais modos gráficos ainda não foram detalhados nas fontes consultadas.
O que permanece igual ao Ocarina of Time original?
A aventura mantém Link como Herói do Tempo, a ameaça de Ganondorf e a exploração de Hyrule em duas eras. Os materiais oficiais mostram lugares e elementos familiares, como Hyrule Field, Kokiri Forest, Epona e templos com enigmas.
O equipamento clássico também participa dessa identidade: espada Kokiri e escudo Deku, estilingue, bombas, bumerangue, gravetos e nozes Deku, além da ocarina e suas músicas. Alguns itens só estão disponíveis para Link em uma das eras. Isso preserva referências conhecidas sem prometer que todos os cenários e desafios funcionarão exatamente como em 1998.
O que ainda não sabemos?
Até 19/10/2026, as fontes consultadas não detalhavam completamente:
- Estrutura da aventura: extensão das mudanças nos mapas das masmorras, enigmas e chefes, além de eventuais áreas ou missões secundárias adicionais.
- Narrativa e áudio: alcance das cenas e diálogos extras, elenco e idiomas de voz, e se toda a trilha original recebeu novos arranjos orquestrais.
- Desempenho: resolução, taxa de quadros e possíveis modos gráficos.
- Outros conteúdos: planos posteriores ao lançamento e quais recursos específicos de Ocarina of Time 3D foram incorporados.
O Museu dos Mil Monstros já foi anunciado; ele não deve continuar entre os recursos desconhecidos. Isso, porém, não confirma novos templos de campanha ou recompensas que a Nintendo não descreveu.
Vale acompanhar o remake mesmo para quem jogou o original?
Para quem nunca jogou, o remake oferece uma nova porta de entrada para a aventura. Para quem conhece o Nintendo 64 ou a edição de 3DS, o interesse está em experimentar como os novos controles e a apresentação convivem com a estrutura clássica. A avaliação dessa combinação depende do jogo completo.
Confira a apresentação oficial divulgada pela Nintendo em 14 de outubro de 2026, que inclui o Museu dos Mil Monstros:
